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terça-feira, 26 de julho de 2011

Everybody Change's

Será que já não sou a mesma?
O que modificou nessa vida?
Poderíamos chamar de cura...Ou uma mera troca de tempo?
Há alguma probabilidade de se deixar de existir...Sem perceber?

Incomoda-me tamanha estranheza.
Destilada nos olhares que me perseguem, junto à desaprovação.
Como uma estranha na família.
Uma desconhecida, invadindo seus mundos e levando tudo a destruição.

Já não sou mais a mocinha. Certo?
Não conseguem reconhecer aquela o qual depositaram sua fé.
Talvez eu tenha estragado tudo...Ignorando um pedido importante.
Levando a todos a ruína.
Bom, vocês estragaram tudo primeiro.
De seus carinhos inexistentes, aprendi a caminhar sozinha.
Vocês conhecem isso? Chama-se independência.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Remember your childhood!

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O passado torna-se incerto.
Quando o presente é tomado pelo obscuro.
E o futuro já não é mais uma probabilidade.

Os brinquedos ora perdidos, ora esquecidos.
Jazem escondidos por debaixo de pavios e cimento.
E a liberdade exposta tornou-se almejada com o passar dos anos.

A brisa da tarde junto com os campinhos.
Tornaram-se cenários para janelas, revestidas de cobre.
E os risos e cantos infantis, extinguiram-se junto com o calor do verão.
E a segurança se esconde entre os sussurros do vento.

Para onde foi aquela infância?
Com direito, a papéis coloridos presas em linhas, e correria pelas ruas.
Campinhos de giz e outrora gritos sinalizando passagem para os veículos, que “sem querer” atrapalhava a partida de futebol.
Docinhos e balas da vizinha, sempre bem-vindos!

E então, as risadas tornaram-se gritos.
E como filme de terror viramos prisioneiros, onde o único lugar seguro era o lar.Às vezes.
Expressões de angústia e medo são visíveis, quando fadados a caminharem sozinhos.
Mães, sequer permitem brincadeiras no quintal.
“Tenho medo de sair de casa, sem saber se vou voltar”.

Onde as ruas são cinzentas.
E o perigo estende-se entre as vielas.
Não podemos nos dar ao luxo de rir, pois a felicidade pode ser arrancada.
Como a chupeta de um bebê.
E até mesmo as crianças, sabem os quantos estão desprotegidas.Sabem que o perigo que circula pela cidade, vestindo peles, trajando roupas negras, assume a mente, e a malícia apodera-se.Já não à cura, e tão logo chegam às vítimas.Retirando vidas.

Saber que uma bala perdida percorre pelos cantos, e crianças são induzidas a atividades “adultas”, atos cruéis e vis, é responsável por construir-se mundos sombrios, intermináveis.
Doce infância, para onde você foi?
Quisera eu poder voltar àqueles tempos.


Para para Projeto Bloínquês:
28º Edição Poemas

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Estranha presença...!


Venha até mim, venha para mim!
Venha em sua capa exuberante.
E arrasta-te entre os sons indescritíveis e incômodos.
Apaziguar a minha dor.

Desperta-me a curiosidade.
Sussurrando em meus ouvidos segredos de um mundo desconhecido.
Seja visível apenas para mim.
E entre as luzes que acendem e apagam.
Mostre-me tuas formas, seja qual for.
E por debaixo desta capa, mostre o teu coração, que se apiedou de mim.

Venha em seus passos suaves.
Quase inexistentes...Oh Doce Morte.
Beijar meus lábios rubros.
Carregar meu corpo inerte.
Gelando meu sangue morno.

E então beije-me,com esses lábios tão misteriosos.
E sugue até o último fio de linha da minha vida.
Arrebata-me até o desconhecido.
No qual conheço por outras visitas, mas não recordo por vida.
O mundo, que sequer livros e poesias podem descrever...

E no último segundo, despeço-me de entes queridos.
Para que você possa levar-me; Finalmente;
Aos braços daquele, cuja presença, você arrancou de mim.
Anos atrás.



Poema escrito por Jessica,especialmente para o Projeto Bloínquês,para a 25ª Edição Poemas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Inesquecível...O seu carinho.

Há algum tempo atrás quem poderia imaginar que aconteceria.
Você parecia tão forte, que suportaria qualquer problema.
Sua presença era tão constante e tão pacifica.
Que tentar admitir que você se foi, é uma batalha constante.
No qual ninguém espera que seja vencida.

Carinho foi sua marca.
Onde quer que fosse, enchia a todos de alegria e carinho.
Sempre recebia a todos com sorrisos.
Abria o portão e esperava três beijos no rosto, dois num lado e um no outro.
E depois um abraço.
Eram as regras.
Mas era carinho.

Com um cafezinho e jogo de vôlei da tv, ficávamos conversando.
E então acontecia, você dormia sentada.
O que tornava a situação engraçada.
E então quando você conversava sobre sua vida e sobre o vovô.
Eles, (meus tios) a interrompiam fazendo piada.
Você ficava brava, mas no fundo, eu sabia que não ligava.
E depois das brincadeiras, de conversar com a minha mãe e com meu pai.
Despedia-se esperando no portão, até o carro virar a esquina.
Era carinho.

Em uma das semanas de cada mês, era dia de banco.
E o ponto de encontro, era o ponto que a senhora descia em frente a loja.
Para em seguida atravessar em direção ao local de pagamento.
Às vezes ficava preocupada, até mesmo brava quando eu me atrasava.
Mas não era proposital.
Depois disso tudo, vinha o almoço.
Sempre ás onze em ponto.
E então, era churrasco e fanta uva sua bebida preferida.
E na hora de ir embora, você pagava.
Minha mãe dizia que a senhora adorava fazer isso.
Era o carinho.

E nos aniversários e festas.
Sua lasanha e a sua tradicional salada de maionese hummm.
Eram famosas.
Ninguém recusava.
E então, você se divertia no meio daquelas brincadeiras doidas.
Mas estávamos felizes.
Então você não se importava.
Depois vinha os doces, mas ninguém conseguia comer.
Afinal, a senhora não economizava nenhum ingrediente.
Eram suas receitas com amor e carinho.

Outros dias, outros passeios.
De shopping até a cidade.
Jóias eram os seus mimos.
E quando parava para descansar.
Era lanche de Mc’donalds.

Até que chegou o momento de descansar.
E você partiu.
Deixando para trás muito dor e tristeza.
Misturadas a lágrimas.
Mas de uma coisa sempre vou ter certeza.
Que você nos acompanha onde quer que esteja.
E que vamos carregar o seu carinho por toda a vida.
O carinho que será lembrado sempre.
Por que foi o carinho e o amor que nos uniu e nos ensinou a ser feliz.
O seu amor e o seu carinho.


                                               

Poema escrito por Jessica,especialmente para o Projeto Bloínquês,para a 24ª Edição Poemas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O teu sorriso...

Se perguntarem qual sua maior qualidade.Digo que é o seu sorriso.Você é perfeito de todos os modos, mas é o seu sorriso que me inspira.
O meio-sorriso que você me dá tentando passar sensualidade.
O sorriso tímido quando você percebe minha presença.
O sorriso de bom-dia quando chegamos à escola.
O sorriso de conforto pela prova que estar por vir.
O sorriso de coragem para que eu possa superar os problemas.
O sorriso de alegria quando o almoço chega.
O sorriso de piadas, que anima a minha manhã.
O sorriso triste ao tentar me consolar.
O sorriso de “até amanhã” marcado de saudades.No qual eu respondo, dizendo que sei.-Você não vive sem mim!-e juntos damos risadas.
O sorriso marcado de carinho, amor e paixão.
Alegro-me ao dizer que para cada dia e para cada horário eu tenho um sorriso diferente seu.E ainda mais, porque sei que todos eles são para mim e apenas para mim.
Eu sei.Mas eu também queria que você soubesse que adoro o jeito que você sorri.
Sei que em certos momentos, você pensa que falha em um dos seus sorrisos, mas é mentira. É um segredo meu, que eu vou demorar a contar ou, talvez nunca conte.Eu sei que você vai rir ao imaginar minhas pernas bambas  ao receber cada um dos seus sorrisos.




Pauta escrita por Jessica,especialmente ao Projeto Bloínquês,para a 54ª Edição Musical.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Melhor Idade

Se à Deus eu pudesse pedir a eternidade.Seria aquela cuja vida fosse feita só de alegrias.

Não importa quantos segundos,minutos,horas,meses e anos,fosse aumentados.Desejaria que cada detalhe estivesse preenchido com exatidão e perfeição.Pingos,e mais pingos de prazer. 
Para que tudo, pudesse ser aproveitado com seu devido valor.
Assim,talvez,não haveria necessidade de apreciar os momentos,como se fossem os últimos.
E eu teria a certeza de que as situações ao seu lado jamais se extinguiriam.

E Que a minha pele seria preenchida pelo teu calor,e o compasso do seu coração seria música em meu ouvido dia após dia.

No entanto,o egoismo é meu companheiro,ao dizer que tenho pouco.
Quando há inúmeras oportunidades a minha frente,principalmente,ao seu lado.
O medo da velhice não é nada comparado ao amor que sinto quando estou ao seu lado.

E ver-me no passado,traz felicidade,ao perceber os obstáculos que enfrentamos, e que sobrevivemos a mais um dia,juntos.
Velhice não é sinal de tristeza,é sinal de que a prosperidade reinou e alcançamos o patamar superior trazendo consigo  novas sensações.

É a essência que suga a minha alma,fazendo com que eu chegue ao topo,encontrando assim o êxtase.
Ao som do vento,sinto a brisa em minha pele envelhecida.Não de passagens,mas sim experiência.

Onde cada veia e ruga,é um caminho trilhado,um sentimento vivido,um sonho realizado,desejos à flor da pele.

É a corda feita pelos fios do destino,costurada em minha pele,implantada em meu ser, ao fundo do meu coração.Para que dê lá nunca se desprenda.

E quem dirá,carregue comigo,em meu sono profundo.Onde enfim,posso descansar em paz ao teu lado.


 

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